Poema de
JOÃO DE DEUS
.
Pai nosso, de todos nós,
Que
todos somos irmãos;
A
Ti erguemos as mãos
E
levantamos a voz:
A
Ti, que estais no Céu,
E
nos lanças com clemência,
Do
vasto estrelado véu
Os
olhos da Providência!
Bendito, santificado
Seja
o Teu nome,
Senhor!
Inviolável,
sagrado
Na
boca do pecador!
E venha
a nós o Teu reino!
Acabe
o da vil cobiça!
Reine
o amor, a justiça
Que
pregava o Nazareno;
De
modo que seja feita
A
Tua santa vontade,
Sempre
a expressão perfeita
Da
justiça e da verdade!
Seja
feita assim na terra
Como
no Céu onde
habita
Esse,
cuja mão encerra
A
criação infinita!
O
pão nosso nesta
lida
De
cada dia nos dá…
Hoje, e basta; a luz
da vida
Quem
sabe o que durará!
E
perdoa-nos, Senhor,
As
nossa dívidas;
sim!
Grandes
são, mas é maior
Essa
bondade sem fim!
Assim
como nós (se
é dado
Julgar-nos
também credores),
Perdoamos de bom grado
Cá aos
nossos devedores.
E
não nos deixes,
bom Pai,
Cair, nunca, em
tentação;
Que
o homem, por condição,
Sem
o teu auxílio cai!
Mas tu,
que não tens segundo
E
muito menos igual,
Dá-nos
a mão neste mundo,
Senhor! Livra-nos
do mal!
Fonte:
publicado por albufeiradiario às 06:18
Sábado, 31 de Março de 2007
Sábado, 31 de Março de 2007

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